Bruno Pinho: ‘Meu caminho contra o racismo foi o estudo’
Railídia Carvalho
A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP), que em junho celebrou 78 anos de existência, vive um período de fortalecimento e aprofundamento em seu compromisso com a diversidade e a pluralidade na carreira. A trajetória do procurador Bruno Pinho, recém-chegado ao Órgão, assim como mais 74 cotistas — entre pretos, pardos e pessoas com deficiência (PCDs) — simboliza o atual contexto e promete estreitar o diálogo da PGE com a sociedade.
Recém-filiado ao SindiproesP, Bruno Pinho é um paulistano de 42 anos, filho de migrantes. A mãe é mineira e o pai, baiano; ambos vieram de famílias pobres e com muita luta e sofrimento conseguiram oferecer a melhor educação possível aos filhos. Bruno percebeu desde a infância que era o único negro em diversos ambientes, passando por experiências dolorosas de preconceito. “Eu percebi que o meu caminho contra o racismo foi o estudo”, afirmou.

Bruno Pinho se sente realizado, mas ainda tem muito a fazer (foto: Railídia Carvalho)
Bruno declarou sentir-se realizado por ter ingressado em uma instituição tão relevante para a comunidade do Estado de São Paulo. “Eu sou um homem que sonha com uma sociedade com menos abismos sociais, mais plural, menos agressiva e mais solidária. Espero poder implementar políticas públicas que diluam o abismo social e que façam com que a população de São Paulo se sinta mais feliz e plena”, disse.
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O novo procurador destacou a importância dos critérios mais inclusivos adotados pelo concurso, sem os quais não seria possível para muitos candidatos pretos, pardos e PCDs serem aprovados para a PGE. Bruno contou que a atuação do SindiproesP na luta por esses critérios e o perfil cidadão e progressista o fizeram se filiar ao sindicato. “Conquistas históricas dos trabalhadores não aconteceriam sem a ação sindical. Acho importante o papel do sindicato”, enfatizou.
Anna Candida Serrano, presidente do SindiproesP, saudou a chegada dos novos filiados ao sindicato como um marco para a entidade e para a PGE. “Assim como Bruno, os novos procuradores trazem suas ricas experiências e visões de mundo, o que não apenas enriquece o corpo técnico da PGE-SP, mas também impulsiona a capacidade da instituição de se conectar cada vez mais com as diversas realidades da população paulista”, afirmou.
