Da luta à realidade: SindiproesP atua desde 2023 para viabilizar as cotas na PGE-SP
Os 200 novos procuradores concursados da PGE-SP (Procuradoria Geral do Estado de São Paulo) começaram nesta semana a exercer suas atribuições na advocacia pública paulista. Eles são oriundos do primeiro concurso do órgão a incluir cotas para pessoas pretas, pardas, indígenas e PCDs (Pessoas com Deficiência), um marco histórico para a instituição.
A direção do SindiproesP (Sindicato dos Procuradores do Estado de São Paulo) relembrou que esse avanço é fruto de um processo contínuo de luta, no qual o sindicato sempre fortaleceu o compromisso com a diversidade e a inclusão na carreira. A presidente Anna Candida Serrano destacou que, desde dezembro de 2023, a entidade se manifestou de forma contundente no Conselho da PGE-SP em favor da implementação e manutenção das cotas.

Posse dos 200 novos procuradores
Naquele período, Ana Cristina Leite, atual diretora financeira do Sindiproesp, declarou durante sessão do Conselho da PGE: “Eu acredito que essa proposta que veio da comissão do concurso com o apoio do gabinete da Procuradora-Geral seja uma das coisas mais importantes que a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo viveu nos últimos anos. É uma revolução para a nossa carreira”. O Conselho aprovou as cotas no 23º Concurso por 8 votos favoráveis contra 6 votos contrários.
Mesmo diante de um tema que gerava discussões na carreira, afirmou que “o sindicato não se furtou em defender o posicionamento favorável às cotas”. Na posse dos novos procuradores, em 2 de junho, a presidente ressaltou que o concurso “trouxe um marco histórico importante para a nossa instituição, pois o primeiro a contar com as cotas raciais e com os critérios mais inclusivos para as pessoas com deficiência”.

A presidente do SindiproesP encerrou o discurso na cerimônia de posse afirmando: “A presença de cada um de vocês demonstra que as portas da Procuradoria do Estado estão se abrindo de forma mais equânime, inspirando futuras gerações e reforçando que o serviço público deve ser acessível a todos, independentemente de raça, origem ou condição física”.
